quarta-feira, 1 de junho de 2011

Semelhante cura semelhante


Ao voltar para casa esses dias em um ônibus lotado (como sempre) sentei-me nas únicas cadeiras livres; as vermelhas da frente. Não dá pra ficar muito tempo nessas cadeiras, logo cedi meu lugar à uma mulher com uma criança. Um senhor de uns 80 anos mais ou menos, que neste texto vou chamar de Moisés (ele tem uma grande semelhança com este personagem bíblico), pediu para segurar a minha pesada mochila e puchou assunto perguntando se eu era estudante, respondi que não, mesmo assim ele me disse que o açúcar é um péssimo estimulante para quem estuda. :-|

Moisés era naturalista e a favor da medicina natural. Disse que o açúcar faz com que a necessidade de dormir aumente e sobre carne disse que o ser humano não foi feito para comer isso; segundo ele, os carnívoros de verdade têm o intestino de duas a quatro vezes maior que o corpo, já a dos seres humanos chega a ser dezoito vezes maior o que atrapalha na digestão. 

A conversa com Moisés foi muito interessante apesar da brevidade, mas isso tudo que eu falei foi só um pouco do muito que aprendi em apenas 30 minutos de viagem com esta personalidade. Este senhor, com toda sabedoria e experiência de vida vista em seus cabelos e barbas brancas ficou entusiasmado quando perguntei sobre homeopatia, pois era um assunto que ele dominava muito bem. Sobre todas aquelas explicações a respeito deste assunto o que mais ele frisou e me chamou a atenção foi a respeito do princípio homeopático. ‘Semelhante Cura Semelhante’.

Não vou descrever tudo que ele disse, mas a frase é muito interessante para podermos refletir bem. Tantas vezes ficamos preocupados em criticar, julgar, menosprezar os nossos irmãos próximos e não temos carinho para olhar pelos sofrimentos, toda angústia e dor que eles podem estar a passar, na maioria das vezes nós enxergamos só as coisas ruins por pura opção. As diferenças nos fazem iguais, somos semelhantes um dos outros e se assim o somos, então por que tanta indiferença?

Vemos crianças nos semáforos e não nos importamos. Mendigos pedindo esmola e não ajudamos de forma alguma. Dizemos que não é bom dá esmola para não incentivar esse tipo de situação, mas depois não fazemos nada para reparar isso. Há tanto descaso das autoridades e instituições públicas com aqueles que necessitam e só sentindo na pele que sabemos que é hora de fazer algo, pois o bem de um é o bem de todos, porque SEMELHANTE CURA SEMELHANTE.

“Que pena” foi o que Moisés falou quando chegou a hora da sua descida e ele quase não a viu chegar. “Que pena” eu pensei quando ele desceu e nem mesmo fiquei sabendo o seu nome verdadeiro e pelo tanto que eu ainda poderia ter aprendido com aquele senhor e sua história. Que pena!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O sonho de um Dragão

Eu não acredito que este tipo de sonhos possam virar realidade.

Cientificamente falando " sonho é apenas uma espécie de tráfego de informação sem sentido que tem por função manter o cérebro em ordem."
Freud explica: por meio da interpretação simbólica (do sonho), revela-se o desejo do sonhador por trás dos aparentes absurdos da narrativa.
A psicologia ensina que os sonhos seriam uma demonstração da realidade do inconsciente. Sendo estudados corretamente pode-se descrever, ou melhor, conhecer o momento psicológico do indivíduo (...) o sonho sempre demonstra aspectos da vida emocional.
(wikipedia).”

Essa foi a resposta que dei à minha namorada quando ela me contou que teve um sonho ruim. E de fato, não acredito na interferência dos sonhos na nossa vida futura, não acho que eles possam ter alguma influência sobre o que vamos fazer. Acredito que o sonho é influenciado pelo o que temos feito, isso sim!

 " É necessário durante o sono e o sonho processar uma grande quantidade de informações estocadas após a análise e triagem pelo sistema límbico. Essas informações, que representam nossa memória de "curta duração", devem ser mantidas e depois transferidas para as diferentes áreas afins do neo-córtex para que sejam conservadas. Elas se tornam a memória que subsiste durante a vida toda, a memória de "longa duração". ( pag. 83, O sono e o sonho, Pierre Magnin, Editora Papirus)

Um amigo muito próximo e meio doido, cujo carrega no seu corpo uma enorme tatuagem de um dragão, me ligou na manhã de um dia desses contando que havia sonhado comigo. No sonho eu havia sofrido um acidente de carro violento e parti dessa para melhor, ele descreveu. Esse sonho se repetiu diversas vezes durante a noite, ele via meu pai desesperado, amigos falando que aquilo não era um sonho e que meu caixão era pequeno, pois havia sobrado apenas alguns pedaços do meu corpo! Ai.

Já acordado, e um pouco preocupado, pelo telefone disse-me que não sabia o que poderia significar o sonho, mas que pode ser para eu rezar mais. É verdade que não tenho rezado muito ultimamente, a mensagem serviu para que eu possa me manter vigilante na minha fé e pedir mais proteção no cotidiano. Deus se revela das maneiras mais diversas, e seus mistérios são profundos, de amor e paz. O sonho do meu amigo, não revelará o que vai acontecer comigo, talvez eu sofra um acidente de carro, talvez não. Isso é muito provável de acontecer, não quer dizer que foi um sonho profético. Mas, quem sabe, Deus usou esse cara meio doido para revelar o que quer de mim.

Curiosamente esse amigo também tem tatuado no seu corpo a seguinte oração:

A Cruz sagrada seja minha Luz
Não seja o Dragão meu guia
Retira-te Satanas
Nunca me aconse-lhes coisas vãs
É mal o que tu me ofereces
Bebe tu mesmo do teu veneno.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Redes Sociais (parte 2) - O bem e o mal, o bom e o ruim


Há muitos fiéis usuários da Internet, porém há muitas (e muito mais) pessoas que não têm acessos constantes e conhecimento de como funciona essa ferramenta. Essas pessoas, ainda têm de conviver do modo antigo, crescer com as brincadeiras de antigamente até a informação e alienação chegar às suas casas, para o bem e para o mal. 

Bem porque existe a vantagem da Internet aproximar as pessoas distantes, e mal porque distancia as pessoas próximas. É mais fácil conversar com alguém pelo MSN, Gtalk ou algum bate-papo qualquer do que cara-a-cara, pois estamos ocultos, podemos esconder a janela da alma, nossos olhos, e dizer descaradamente, com tempo para pensar, sem precisar olhar para pessoa, algo que não teríamos coragem se fosse pessoalmente. 

Aí mora o perigo crianças! Cuidado com os pedófilos, psicopatas e vendedores. Há gente mal intencionada por aí querendo se aproveitar da bondade e inocência dos internautas desleixados. São vírus virtuais querendo não acabar somente com seu computador, seus dados, fazer das suas redes spans de pornografia e coisas ruins; mas sim com a sua vida real e suas amizades verdadeiras. Na internet, a premissa de que nem tudo que parece é, deve ser elevada a 1000.

Não estou fazendo apologia contra a Internet, longe disso já que procuro me manter "plugado" com as inovações dela. Sei da importância e da grande proporção que a Internet e suas redes e mídias de relacionamento alcançaram, sei também que é verdade a que é impossível não convivermos com essa tecnologia. Essa dependência só aumenta a cada instante. Impressiona-me a grandeza que chegou esse meio de comunicação e fico imaginando como estará daqui a uns dez anos, melhor, dois anos. As mudanças são extremamente aceleradas, acontece tudo em uma velocidade muito grande e não dá mais para parar. A informação corre por lá, as formações de opiniões também, as empresas estão indo atrás dos seus clientes e funcionários pela Web 2.0. Quem não estiver dentro das redes sociais vai estar por fora de muita coisa. 

As grandes empresas da internet estão lucrando com bilhares de informações todos os dias de milhares de pessoas. Isso não é bom. Temos que reaver o modo como estamos nos expondo e sendo expostos, cuidado com toda a “maquiagem” que a informática pode colocar em qualquer um, cuidado com as notícias, verdadeiras ou não, que são divulgadas e espalhadas em uma velocidade que só a Internet pode fazer.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Redes Sociais (parte 1) - Minhas antigas redes de relacionamento

Lembro-me muito bem da minha infância aternetada¹, onde não precisávamos construir relacionamentos virtuais, mas sim reais. Ficávamos na rua até tarde brincando de pique-esconde, pique-pega, bolinha de gude, bete, carrinho de rolimã, patins, jogávamos bola, vôlei, biloca, salada mista, adedonha, batalha Naval, Banco Imobiliário, amarelinha, pula corda, polícia e ladrão e tantas outras brincadeiras massa que acompanharam meu crescimento e me aproximava das pessoas.
Brincávamos bastantes, fazíamos algum tipo de exercício, não éramos “geeks” obesos sedentários, viciados em jogos eletrônicos e Internet, comedores de hambúrguer e bebedores frenéticos de refrigerante, vendo nossa saúde indo para o espaço e nossos conhecidos apenas pela tela do computador. Claro que na minha infância já existia Videogame e Internet, não sou tão velho assim, apesar de não estar tão na moda não era a melhor coisa de se fazer.
Criávamos sinceras redes de relacionamento, pois conhecíamos de verdade as pessoas que estavam do nosso lado. Não era nada superficial como hoje, onde para se dá os parabéns basta apenas deixar um scrap no orkut ou facebook. Há alguns anos atrás íamos às casas dos nossos amigos comemorar seus aniversários com festinhas surpresas, almoços, churrasquinhos etc.
As pessoas estão ficando cada vez mais distantes, a máquina está fazendo o papel da relação pessoal de cada um. Mais e mais vamos deixando que tudo seja feito pela comodidade da internet, deixar que ela nos distancie das pessoas e de tantas coisas boas da vida.
Anigamente não era importante ter muitos amigos como nas Mídias e Redes Sociais da internet, mas sim ter amigos de verdade!
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1 – Nomenclatura que acabei de inventar para quem não é usuário da Internet.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O ônibus nosso de cada dia

Quem nunca precisou pegar um busão na vida hein?!

A viagem de ônibus é sempre uma alegria só. Ô Coisa boa é o transporte público, ainda mais aqui em Brasília. Só o ouro.

Tudo começa na parada, lá conseguimos ler livros e revistas inteiras enquanto o ônibus não vem, podemos ficar conversando com algum conhecido e falar sobre tudo que se tem pra falar. Às vezes até aparece uma paquerinha de leve. Isso até o milagroso momento em que aparece o bendito, nosso baú. É um alívio desgramado pois já estamos numa agonia da moléstia pra chegar onde temos que chegar e essa coisa tão útil pra nós, nuca passa no mesmo horário. Aêê Felicidade!! Agora entra que eu quero ver, a educação dos nossos companheiros de parada é demais, todo mundo dá a vez pro outro... entrar por último. Salve-se quem puder, quem chegar primeiro se aperta pra entrar em décimo quinto, e olhe lá!

Agora entramos no ônibus, o motorista geralmente ta num ânimo só, com aquela educação de seu Lunga e pede pra gente entrar logo. O cobrador toda vez nos cumprimenta elegantemente com um silêncio admirável e uma cara de quem não dormiu a noite ou de quem acabou de acordar. Ah! Isso quando conseguimos chegar até o cobrador.

Aquele baú lotado é o que mais me anima, ver quantas pessoas estão na mesma merda que eu é consolador. Mas damos um jeitinho; aperta aqui, espreme ali, encolhe aculá e se apóia onde der. Nem pense em tirar a mão ou o pé do lugar senão já era, vem outra e toma seu grande minúsculo espaço de conforto. Agora o desesperador mesmo é quando alguém tenta passar lá pra traz. Ai meu Jesus Cristinho. Parece que vão atravessar uns aos outros é horrível isso aí. Ô esfregação constrangedora que é preciso agüentar esse momento.

E nessas viagens sempre há os nossos velhos amigos de cada dia. “Pessoal, eu podia ta matando, eu podia ta roubando, mas to aqui me aumilhando e pedindo pra voceis me ajudar, que eu tenho doze criança lá em casa tudo só insperando pra mim levar a cumida pra eles, ô pessoal, pode ser cinco centavo, dez centavo o que voceis tiverem”. Bom isso não é engraçado, se você puder ajude, o que eles vão fazer com o dinheiro é problema deles, Deus ta olhando sua boa intenção. Mas o que mais me intriga é o fato de serem sempre pessoas diferentes e o texto geralmente ser o mesmo, até a entonação da voz (!). Bom, deve ter um cursinho pra isso também.

Não se esqueça dos barraqueiros de plantão, sempre há aqueles que gritam, brigam com o motorista, com o cobrador, com os passageiros e acham que estão na razão de passar aquela vergonha toda, que coisinha mais constrangedora essa né?

E os tarados, não ia esquecer dos tarados! Sempre tem aquele espertinho que se aproveitando do ônibus lotado, fica encostando-se às moças, senhoras e até nos homens. Que coisa mais nojenta e irritante. Se você é assim meu nobre colega, tome vergonha na cara e não faça mais isso.

Agora tá na moda o som alto. De um lado um vem ouvindo um technobrega, o outro ouve funk proibidão, outro ouve rap nacional, outro internacional e sempre tem um “culto” que ouve um MPBzinho, legal esse aí... se não estivesse no volume máximo. Bando de sem noção comprem um fone de ouvido, seu direito termina onde começa do outro, ninguém precisa gostar das mesmas coisas que você sempre há alguém precisando dá uma descansada, estudar um pouco, ficar quieto, sei lá, fazer qualquer coisa menos ouvir sua música.

 Quando aprendermos a respeitar uns aos outros. Obedecer aos direitos preferenciais dos idosos, gestantes, deficientes, pessoas com crianças de colo. Quando começarmos a cobrar (e cobrar de verdade) das autoridades competentes nossos direitos de ir e vir e de dignidade, com certeza nossa viagem será muito mais tranquila e o trânsito, consequentemente, muito menos caótico.

terça-feira, 30 de março de 2010

A falsidade verdadeira e a verdadeira falsidade

No Raciocínio Lógico a proposição é uma frase a qual pode ser classificada como verdadeira ou falsa. As proposições podem ser simples e compostas, as simples são aquelas formadas por apenas uma ideia, as compostas são aquelas formadas por duas ou mais frases ligadas por conectivos.

Na conjunção se uma ideia for verdadeira e a outra não a valoração final será falsa e se todas as sentenças forem verdadeiras tudo será verdade. Na disjunção se uma sentença for verdadeira e a outra não toda sentença será verdadeira e só será falsa quando todas forem falsas. Quando há o conectivo de condicional só existe uma maneira de o resultado ser falso: quando o antecedente for verdade e o consequente for falso, de qualquer outra maneira será verdadeiro, até mesmo o primeiro sendo falso e o segundo verdadeiro. Na disjunção exclusiva quando os valores forem iguais o resultado é falso, somente uma proposição precisa ser verdade para o resultado ser verdadeiro. E na Bicondicional quando os valores forem iguais o resultado é verdadeiro. Ainda há a negação onde o valor lógico será o oposto da afirmação e vice-versa.

Isso pode parecer complicado e sem sentido, mas com uma boa explicação tudo se torna lógico. Para a matemática tudo há uma razão, um sentido; mas na nossa vida, como funciona?

As pessoas se julgam e julgam os outros como sendo verdadeiros e falsos. Ouvimos isso a todo o momento. Quem assiste a casa da Rede Globo, o BBB, sabe disso. Sempre há alguém se dizendo verdadeiro e dizendo que um ou outro é falso. Não viajemos tanto nas ondas trazidas a esta pátria por Assis Chateaubriand, vejamos na nossa comunidade, na nossa vizinhança, nas nossas casas. As pessoas se agridem achando que as suas atitudes são verdadeiras e corretas em quanto a outros julgam terem atitudes falsas.

Mais uma explicação: Para se obter a conclusão de um argumento a valoração de todas as premissas será considerada verdadeira, assim pode-se descobrir entre a verdade o que é falso, que no final será verdadeiro. Claro, o argumento poderá ser válido quando for bem estruturado ou inválido quando mal estruturado.

Assim considera-se a humanidade. Todas as pessoas são verdadeiras e entre a verdade pode-se descobrir o que é falso. A pessoa pode ser bem estruturada ou mal estruturada, esta dificultará para se chegar à verdade, porém, aquela será verdadeira por que o falso estará bem estruturado em seu contexto.

Não quero dizer que ninguém mente ou que todas as pessoas são boazinhas, e nem que todas as pessoas são mentirosas ou ruins. Há em todas as pessoas o desejo da verdade, mas há também o falso moralismo, pois queremos que todos os outros sejam verdadeiros e se não forem são uns eternos desgraçados, e tudo que fazem é uma completa mentira; porém se a falsidade partir de nós mesmo achamos que é uma mera coincidência do acaso, um pequeno erro já que todo mundo erra eu também posso errar, ou até mesmo achamos que é algo necessário para o bem maior. Hipocrisia!

Todas as pessoas são suscetíveis a errar e acertar, e erram, e acertam também. Todos cometem seus pecados, o justo peca sete vezes ao dia, imagine quem não é. O que diferencia cada pessoa é o saber perdoar os erros dos outros, bem sabendo que também erra e que um dia necessitará de perdão (“Pai nosso que estais no céu, perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos têm ofendido”). A verdade está naquele que consegue ver a verdade do outro.

É claro que não necessariamente o falso se tornará verdadeiro e nem que o verdadeiro se tornará falso, mas aprendemos aqui que, dependendo do prisma (ou conectivo), o falso pode sim se tornar verdadeiro e o verdadeiro pode se tornar falso.

Então vamos avaliar bem as nossas próprias atitudes antes de avaliarmos a dos outros. Não sejamos coniventes com as atitudes erradas dos outros, mas tenhamos compaixão das pessoas. Tudo pode ser esclarecido se quisermos resolver e entender e isso é lógico.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Medo


1 Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl Gestos ou visagens que causam susto.

“Quem tem medo do lobo mal?”
Essa frase é uma das muitas canções de ‘encorajamento’ do infanto-juvenil brasileiro.
Mas não é sobre as canções que eu vou falar, mas do medo que sentimos da vida. Da simples ansiedade até o extremo pavor dos objetos que nos cercam.

O medo nos acompanha desde muito pequeno, e, provavelmente, morreremos com medo. Medo da morte talvez. Também há aquelas pessoas as quais não têm coragem para viver e sim para morrer. A realidade é assustadora para quem não consegue vê-la como um desafio bom para nos fortalecer e nos tornar aguerridos para as batalhas que hão de vir.

Acendemos a luz para fugir da escuridão, é difícil confiar no que não se pode ver, é tenebrosa a ideia de darmos um passo qualquer sem saber onde vamos pisar se não tivermos fé no que estivermos fazendo. Não temerei o escuro se for claro para mim o ambiente em que eu me encontrar.

Apagamos nossos corações para fugir da clareza das pessoas, julgamos as pessoas pelas aparências e por algum simples ato falho que ela tenha cometido e nos amedrontamos de uma possível aproximação por achar que isso irá nos afetar e assim, acabamos não conhecendo de fato estas pessoas, e por receio, não aprendemos o que há de bom nelas.

Andamos nas ruas com medo de acontecer algo. Ficamos preocupados com os animais soltos, com o trânsito intenso, com os bandidos enfurecidos, medo da multidão, medo da solidão. Temos medo das chuvas e dos trovões, do sol forte, da noite sombria coberta pela névoa fria.

Contudo, existe aquele medo que não é ruim por nos proteger e nos deixar cautelosos em algumas situações extremas. “É melhor um medroso vivo do que um corajoso morto”. Mas dependendo da situação morrer valerá a pena se a nossa dignidade e honra forem preservadas e principalmente se for para proteger a vida de outras pessoas. Não há porque temer em agir corretamente, em ajudar aos outros e a si mesmo.

Mas o pior medo é não ter coragem para reagir.
Medo de ficar parado quando é necessário agir.
Medo de ver a vida passar e não fazer nada.
Medo de amar e de não ser amado.
"Medo do medo que dá".

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

2010



Mais um ano de mudança.
Mais um ano de planos e promessas.
Mais um ano para organizar a vida.

Será que desta vez a bola vai pra frente?
As dificuldades finalmente vão deixar de me atormentar?
Será que a prosperidade me alcançará?

Quem sabe?
Ninguém sabe?
Acho que eu sei.

A minha vontade, trabalho e esforço me recompensarão.
Os meus desejos serão alcançados pelo meu suor e sangue.
Prosperarei pela fé e a razão.

Decepções terei, eu sei.
Mas não vou desanimar.
Correrei depressa, descansarei quando necessário for.

Não vou desejar somente felicidade e prosperidade.
Mas também muita força, coragem, superação e ânimo.
Esse ano vai ser muito melhor com o amor no coração!

Para mim e pra você.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

LIMITE


Qual o seu limite? Até onde você pode aguentar para alcançar algum objetivo? Você suporta a pressão, as decepções, as adversidades, a inveja, as fofocas, as suas limitações? O que nos faz querer fazer mais do que podemos, e como saber até onde podemos chegar?

Na busca de fazer o melhor possível muitas vezes perdemos o rumo da situação, algumas vezes queremos fazer que tudo dê certo e vamos além do que estamos disponíveis. Queremos abraçar o mundo, mas descobrimos que nossos braços são muito curtos. Agradar a todos não é fácil e custa muito das nossas forças.

Quando a tensão está muito grande, a preocupação começa a crescer demasiadamente, o sono não vem mais e seus pensamentos estão voltados para o êxito dos seus compromissos. Quando não há mais tempo para fazer outras coisas que você gosta, já não faz mais nada com a sua família e seus amigos, nem mesmo pode assumir outros compromissos senão será mais um motivo de inquietação. Quando algo não dá certo e você se decepciona bastante por isso, pois você se dedicou muito para que acontecesse. Quando você sabe que poderia fazer bem mais e melhor do que já está fazendo e não consegue pela sua carga muito pesada. Sua cabeça já não consegue mais se organizar para fazer tudo, não porque você não sabe ou não da conta, mas simplesmente pelo motivo de não ter mais ânimo e o que antes era um prazer, agora se torna uma obrigação.

Então, esse é o limite.
Ultrapassá-lo terá consequências muito graves. Não é coerente ter boa vontade se não houver vontade. Nós somos capazes de ir muito além do que imaginamos, no entanto, se chegar a este ponto, pare.

É o momento de assumir que não dá mais e se reestruturar de alguma maneira. É a hora de relaxar, voltar a fazer coisas as quais você realmente sente prazer e alegria, de ligar para os amigos que há tempo não conversa e sai; é hora de viajar, conhecer pessoas, lugares, costumes e rotinas novas. Ficar mais tempo com a família e visitar os parentes. Ler os livros que há tempo você deseja ler, ver os filmes que há tempo você não consegue assistir. Ficar um tempo à toa olhando as pessoas na rua. Passear no shopping, no museu, no zoológico e/ou no parque. Ir ao cinema, ao teatro. Jogar e assistir futebol ou até mesmo a um capítulo da novela.

Mas também é o momento de se concentrar em uma meta central e não perder o foco como antes. Assim todas as coisas serão feitas com muita alegria e amor. Devagarzinho tudo irá se organizando.

Aí sim será alcançada a paz que não tem limites.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Controlar, manter a calma, não desesperar.


Não perder o controle talvez seja uma das coisas mais difíceis das quais eu procuro fazer.

Eu não me permito perder a calma nem me desesperar. Não me permito ficar furioso, nem triste, nem chateado. Não tolero a ideia de eu ser suscetível ao sofrimento, pois não me permito sofrer. Eu não choro. Estou sempre bem.

Não gosto de deixar as emoções tomarem conta das coisas as quais faço. Ajo na maioria das vezes pela razão. Mantenho sempre a cabeça no lugar e penso qual o meu próximo passo. Friamente e calculadamente me organizo. Mas não demonstro isso, as pessoas podem se assustar!

Sempre estarei contente, feliz e sorrindo. É mais fácil para lhe dar com as pessoas. Quando começo a ter algum sentimento ruim em relação a uma pessoa, alguma coisa ou determinada situação, penso nas coisas boas já proporcionadas e as quais podem me causar.

Evito fazer julgamentos precipitados das pessoas. Tenho um prisma de que todos são bons e amigáveis, até a hora a qual me mostrem o contrário.
Evito gritar com as pessoas porquê eu detesto a ideia de alguém pretender fazer isso comigo por qualquer motivo.
Evito brincadeiras fora de hora e falar quando alguém está falando. Quando estou do outro lado isso realmente me incomoda.

Procuro Pedir perdão pelas minhas falhas sempre quando as percebo. Não fico magoado quando me ofendem, sempre pode haver um recomeço, mas não vou atrás do erro dos outros.

Mas nem sempre consigo manter o controle, não sou perfeito, sempre há aquelas horas as quais não consigo me organizar e a agonia inquieta minha cabeça. Houve momentos que deixei a emoção falar mais alto e acabei me prejudicando. Porém, isso tudo é questão de tempo para resolver, eu sempre dou um jeito em tudo. Ergo a cabeça, organizo minhas idéias e vejo que tudo que me trouxe até aqui me faz muito feliz, os meus erros e acertos fizeram de mim o que sou hoje e se eu voltasse para corrigir o que foi dar errado, quem eu seria? Talvez fosse a pessoa mais infeliz do mundo.

Sou extremamente apaixonado por tudo que tenho e faço, algumas delas não gosto de fazer, mas isso não quer dizer que não faça com muito carinho. Eu não posso é demonstrar tristeza e decepção.

Controlo meus pensamentos.
Controlo minhas ações.
Controlo meus sentimentos.

Que Deus controle minha vida.